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Classe 35: por que a mais escolhida é também a mais arriscada

A classe 35 tem 652.617 marcas vivas — quase o dobro da segunda colocada. Escolher ela por hábito é entrar na fila mais cheia do INPI sem precisar.

Atualizado em 26/08/2026

Existe uma classe que quase todo mundo marca no pedido, muitas vezes sem precisar. É a 35, de serviços de comércio e publicidade. E ela é, de longe, a mais congestionada do sistema.

O tamanho da fila

Contando as marcas vivas na base do INPI, por classe:

Classe Marcas vivas Do que trata
35 652.617 Comércio, varejo, publicidade, gestão de negócios
41 353.280 Educação, treinamento, entretenimento
42 167.314 Tecnologia, software, design
25 158.898 Vestuário e calçados
09 148.145 Aparelhos, softwares e equipamentos
44 135.436 Saúde, estética e serviços veterinários
05 126.126 Produtos farmacêuticos
37 124.875 Construção e reparos
43 119.221 Alimentação e hospedagem

A 35 sozinha tem quase o dobro da segunda colocada, e mais que a soma da terceira com a quarta.

Por que ela lota

Porque é a classe do "vender". Qualquer negócio que revende produto ou faz publicidade cabe nela, então virou a escolha padrão — inclusive de quem não precisava. O efeito prático é ruim para você por dois motivos.

Mais marcas vivas significa mais chance de colidência. Numa classe com 650 mil registros ativos, a probabilidade de existir algo parecido com o seu nome é muito maior que numa classe específica.

E o exame fica mais rigoroso na comparação, porque há mais anterioridade para confrontar.

Quando você realmente precisa da 35

Você precisa quando o serviço de comércio é o seu produto: loja, marketplace, distribuidora, representação comercial, agência de publicidade. Nesses casos a 35 não é opcional — é a classe correta.

Você não precisa dela quando fabrica algo e vende o que fabrica. Quem produz o próprio doce e vende protege o doce na classe de alimentos, não o ato de vender. Marcar a 35 nesse caso adiciona custo (a taxa é por classe) e entra na fila mais cheia sem ganho de proteção real.

O erro que custa dinheiro nos dois sentidos

Existe o excesso e existe a falta.

Excesso: marcar classes "por garantia". Cada classe é uma taxa a mais, e a proteção que não corresponde à sua atividade real ainda pode ser questionada por caducidade depois de cinco anos de não uso.

Falta: registrar só a classe do produto quando o negócio também opera varejo próprio. Aí a proteção existe no que você fabrica, e não naquilo que o cliente enxerga — a loja.

Como decidir

A pergunta certa não é "em qual classe eu me encaixo", é "o que exatamente eu quero impedir que outro faça". A resposta define a classe, e às vezes define mais de uma.

É uma decisão de estratégia, não de formulário — e é a parte do trabalho que o preço mais baixo do mercado normalmente não cobre.

Fonte: base de dados abertos do INPI, atualizada em 22/08/2026.

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A análise é gratuita. Se não houver caminho, você fica sabendo antes de gastar um real.

Marca no INPI — assessoria em propriedade industrial. Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. Prazos e procedimentos variam conforme o estado e a fase do processo.