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Registro de marca para restaurante, bar e delivery

A classe 43 protege o serviço de alimentação — mas quem vende o próprio produto embalado, franqueia ou vende online precisa de mais de uma. Onde cada uma começa e termina.

← Todos os guiasAtualizado em 28/08/2026

Alimentação é dos ramos que mais depositam marca no Brasil, e também um dos que mais erram de classe — porque o negócio quase nunca cabe em uma só.

A classe base é a 43

A classe 43 cobre serviços de fornecimento de comida e bebida: restaurante, bar, lanchonete, cafeteria, pizzaria, buffet, food truck, delivery próprio. Se o que você vende é servir, é ali que o registro começa.

Quando a 43 sozinha não basta

Você faz Classe adicional
Vende seu molho, café ou congelado embalado 29, 30, 31 ou 32, conforme o produto
Franqueia a operação 35
Vende por marketplace ou loja online própria 35
Assina cursos, eventos ou conteúdo com a marca 41
Vende camiseta, caneca, avental da marca 25 ou 21

O erro típico: a hamburgueria registra a 43, vira sucesso, começa a vender o molho da casa em garrafa no mercado — e descobre que a proteção sobre o produto nunca existiu. Quem depositar o mesmo nome na classe de molhos pode passar na frente.

Registrar tudo de uma vez também não é resposta: cada classe é uma taxa e uma obrigação de uso. Marca depositada em classe onde você não atua fica exposta a caducidade depois de cinco anos.

A regra prática: registre onde você já fatura, mais a classe do plano que já está decidido.

O nome de comida colide muito

O ramo tem duas dificuldades somadas.

A primeira é a descritividade: nomes montados com as palavras do próprio setor — burger, grill, sabor, tempero, brasa, forno — descrevem o que se vende, e o art. 124, VI da LPI barra o sinal simplesmente descritivo. Passam como conjunto, mas protegem pouco: ninguém fica impedido de usar "burger".

A segunda é a densidade: por serem palavras repetidas, a chance de colisão fonética com alguém já depositado é alta. Aqui a busca simples engana com frequência — ela responde "existe esse nome escrito assim?", e o exame do INPI avalia semelhança gráfica, fonética e de sentido dentro de atividade afim. Nome sem nenhum idêntico pode ter uma dúzia de colidentes fonéticos na mesma 43.

Antes de mandar fazer a fachada

A ordem que economiza dinheiro é sempre a mesma:

  1. Consultar a base antes de fechar o nome
  2. Definir as classes pelo que já se fatura
  3. Depositar
  4. Só então investir em fachada, embalagem, cardápio impresso, rede social e domínio

Trocar o nome no papel custa uma tarde. Trocar depois da fachada pronta, do delivery cadastrado e do público acostumado custa o ano.

Quer saber se o seu processo tem alguma dessas falhas?

A análise é gratuita. Se não houver caminho, você fica sabendo antes de gastar um real.

Marca no INPI — assessoria em propriedade industrial. Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. Prazos e procedimentos variam conforme o estado e a fase do processo.